terça-feira, 27 de agosto de 2013

Garota do meu Ipanema



Perdidamente me encontrei em seu corpo ó cidade maravilhosa.
Nos teus seios fartos e macios me deliciei ó pão de açúcar.
Ao subir te corpo morro, pois teu poder bélico aumenta no seu olhar.

Dríade a se aventurar pelo bosque de meus desejos,
quero estampar em meu imaginário o calçadão que finaliza nos teus beijos.
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça" é essa a musica que a ti me ponho a cantar.

Tautologicamente me vício a te dizer palavras de carinho.
No movimento das ondas o finalzinho me agrada.
E no mar de seu coração o ouro não se fez negro, 
mas vermelho de sangue vivo a pulsar o meu desejo de cobiçar.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Hoje o céu está de mal comigo


  Quem sou  eu mesmo? Por vezes me vejo como um charlatão, um narcisista, um cara raso, fraco, sem personalidade... As vezes acredito que finjo para viver e engano até a mim...

  Hoje o céu foi duro comigo, não me deixou olhar para ele deitado, tive que me sentar, as nuvens tamparam a lua quando quis a ver, me mandou olhar para outro lado com um rosto escupidos nas nuvens e logo em seguida, justamente nessas expressões se mostrou de olhos fechados para mim.

  Queria ver uma noite parada, estática, como um quadro que capta o momento, mas as nuvens em movimento falaram que o tempo está passando.

  Hoje o céu não curtiu silêncio comigo, povoando minha cabeça de pensamentos, reflexões, só que todas elas sem respostas e misteriosas, assim como a vida, pensando bem amanhã ele terá novas coisas a me falar...

 Acho que estou ficando pirado... 

domingo, 11 de agosto de 2013

DOR QUE SINTO!



QUERIDO CAIO FERNANDO ABREU

  Me explica, bruxo? Onde estiver me explica.

  Como alguém pode vir morar contigo, dizer que te ama na noite anterior, e sumir de repente sem nenhum arrependimento?

  Amor muda de ideia? Amor é leviano assim? Amor é brincar de destruir? 

  O que digo agora também já está morrendo?

  Morrer produz barulho, sei, mas e o barulho de viver? Não dá para ouvir daí?

  Como dos homens dos sonhos você se torna um homem sem sonho?

  Como uma manhã sem falar doía nela e hoje o amanhã sem falar nem provoca ansiedade?

  Como alguém não guarda em si o mínimo de autocrítica para refletir as últimas semanas?

  Eu dividiria até meu egoísmo, Caio, com ela. Não ficaria com ele sem partilhar. Como não se fracionar? No momento em que a gente se guarda a gente se perde, não?

  Como alguém que ama decide alguma coisa? Logo no amor, Caio? Amor não é adiar? Amor não é humildade?

  O erro é arrogante, Caio? Como existe soberba na maldade, hein? 

  Foi vingança de relações passadas? Eu era um intervalo de um ódio?

  Será que não devia ser sincero, ser fiel, não podia confessar minhas fraquezas, falar o que temia? Honestidade não combina com amor? 

  Eu que sou garrancho, arredondei a letra no caderno de caligrafia, escrevi entre as linhas de baixo e de cima, bem certinho, você ficaria orgulhoso conhecendo minha pressa, mas só você, Caio, só você sabe o enorme sacrifício que é escrever entre as linhas. 

  Será que a felicidade machuca? Será que a felicidade nunca é suficiente? Será que os casais se separam porque acreditam que podem ser felizes sem ninguém? Ou acreditam que podem ser ainda mais felizes do que estão sendo? 

  Será que a solidão mente o que somos?

  Será que é só conhecer uma intimidade que somos empurrados para fora? Será que a pessoa não se gosta nem um pouco para admitir testemunhas? Será que sabemos demais, enxergamos demais, e nosso corpo é obrigado a desaparecer? Amar é coisa de máfia?

  Será que recebemos a culpa por problemas pessoais? Que é mais fácil encerrar a relação do que assumir os medos?

  Será? O amor é um mal-entendido, é ilógico, Caio? Estou começando a crer nesta hipótese. 

  Como alguém pode se entregar loucamente e depois declara que nada tem mais importância?

  Que piração é esta, Caio? Isso também acontece no mundo dos mortos? Ou os mortos são mais estáveis? Ou os mortos são mais confiáveis? 

  Como alguém faz declaração pública do amor e depois diz que desejava invisibilidade?

  Como confiar no silêncio se não há esperança?

  Eu fingi que era diferente? Não expressei como era desde sempre?

  Como alguém cultiva os meus amigos e filhos, defende o nosso destino, numa hora e na hora seguinte se mostra surda a todo conselho, surda a toda dúvida, surda a toda incerteza?

  Como alguém pode jogar a história fora? Por facilidade? Não conheço nada fácil, nem a amizade. Não pode ser.

  Será que ninguém mais lê mais poemas hoje, Caio? Poemas não têm final. O amor deveria ser como um livro de poesia. Para se ler fora de ordem. Para se ler um pouco por dia. Desprovido de desfecho. Poema é sempre uma releitura. 

  Caio, não suporto que digam que mulher não gosta de homem que se entrega, que temos que omitir, que temos que jogar? É uma cilada machista, não lhe parece, para justificar a grosseria e a ausência de interesse?

  O que será da intensidade longe da doação? 

  Onde foi parar a delicadeza dela, a ternura de antes? Foi uma miragem? 

  Onde as pessoas escondem o amor, Caio? Onde as pessoas enterram os ossos de suas alegrias?

  Como alguém pode ser frio, indiferente, insensível a ponto de usar as frases mais duras e impessoais, sem se importar com o sofrimento que causa?

  Como alguém manda mensagens como se estivesse realizando um favor? Que superioridade é esta? Cadê a instabilidade que pede abraço?

  Como alguém não se esforça para retroceder os dias, as horas, zerar os meses? Por amor, a gente esquece que nasceu um dia, não é mesmo? 

  Como alguém não cancela sua atitude? Que obstinação é essa de machucar, de sangrar ruas e lugares prediletos?

  Como alguém não sente saudade, não inventa saudade, não cria saudade? É um produto em falta por aqui, Caio, pode mandar material? Mande vento de palavra para recriar saudade, por favor?

  Como não retornar pela verdade, se eu voltaria ainda que fosse uma mentira?

  Como não caminhar recuando se avançar é lembrar?

  Como o outro termina sem conversar, termina por terminar, termina de modo cruel o que não havia sinalizado?

  Como alguém pisa uma vez , continua pisando, permanece agredindo quem merecia a compreensão? 

  Como alguém afirma que nada muda da noite para o dia, sem esquecer todas as noites que mudaram seus dias?

  Como esse mesmo alguém é outro, já outro, tão outro que nem sei mais quem fui?

  Como não desconfiar de todo o passado, como não imaginar que tudo foi uma mentira?

  Como não se sentir usado pelos anjos, corrompido pela dor?

  Como, Caio?

  Alguém mentiu, Caio, para mim. Para si. E para todos. 

  Eu não desisto do que falei um dia com todo o coração. Mas sou eu, Caio, sou eu. Não posso exigir isso de ninguém. 

  Viver é incompreensível. 

Um beijo. Cuide-se.


     Fabrício Carpinejar

Dia do Herói - Dia do Pai




  Certa vez no dia dos pais, minha escola me deu o Super Man para ser colorido e ter em seu rosto colado a foto do meu pai, mas errei de super herói.

  Meu pai não poderia nunca ser o Super Man, ele é muito perfeito, tem apenas uma fraqueza, não se machuca e é quase invencível, então pensei que ele poderia ser como o Batman, mas errei novamente, pois ele praticamente não chora e é rico.

  Foi então que me lembrei dele, nossa esse caracteriza meu pai, o meu herói de forma praticamente perfeita, e é ele o Homem Aranha, que seu maior poder dos quadrinhos as telinhas dos filmes é o coração, não é soltar teias ou subir em paredes, mas o coração. Esse herói aracnídeo é estabanado, ele erra, por vezes é feito de bobo, teve que aprender pela dor que COM GRANDES PODERES VÊM GRANDES REPONSABILIDADES.

  Esse herói mascarado por vezes dividiu comigo sua identidade secreta, fez de mim um cúmplice de seus segredos, de suas fraquezas expostas. Vi que por vezes salvou a cidade (meu coração), mas as notícias nos jornais o crucificavam, mas até nisso acho que tem seu lado positivo, creio que apenas demonstrava mais uma vez que ele está crucificado com Cristo, que é o verdadeiro Herói.

  Realmente se cumpri o que Jesus me disse, que não me deixaria desamparado, pois antes mesmo de meu nascimento, lapidou a fogo este a quem chamo de pai. Não tem como te elogiar mais do que te chamar de PAI, você é meu PAI, o Warley Ladir de Rezende é o meu PAI, meu PAI ARANHA, meu PAI HERÓI, sei que hoje posso abraçar esse que ainda não me deixou fisicamente e posso olhar em seus olhos e dizer uma palavra muito mais forte do que EU TE AMO, que é chama-lo de PAI.

  Feliz dia dos pais meu PAI.

  Te amo com minha própria alma, te admiro meu herói!

  Beijos de seu filho.

#eunoutro

"Você se defende com a linguagem ou se agarra nela para não morrer."

By.: Fabrício Carpineja

Fragmento do texto 'EU SOU O MELHOR NO QUE FAÇO, MAS O QUE FAÇO NÃO É NADA BONITO': http://carpinejar.blogspot.com.br/2013/08/eu-sou-o-melhor-no-que-faco-mas-o-que.html

Arte de Fatturi

sábado, 10 de agosto de 2013

Hecatombe de meu Ser



Restaram ainda alguns?
Mesmo após a hecatombe de minhas multifaces?
Não sei ao certo se sobraram os melhores!

Houve uma sublimação reversa em mim.
Meus sonhos são interrompidos pela apneia,
apneia da dor lancinante que corta meu respirar.

Juliana me deixara...
Já não sei se a fé ou o amor prevalecem.
Talvez a ideia na cabeça se desfez e silenciara.

Sobraram sim alguns vigários de mim,
mesmo após a hecatombe de minhas multifaces,
dos melhores restara o esperançoso.

Mas hoje a fossa ecoa minha solidão,
talvez até eu mesmo me deixei só.
Sinto falta de mim!

A verborragia do meu eu se exalta,
o saber se desfaz em lepra.
Viajo com destino incerto conduzido pelo meu eu Caronte.

Existem Um que dá movimento a bacia das almas,
quem sabe Este me faça ter fé no amor novamente.
Carpinejando quero ter a liberdade de ter um amor para me prender.