Nove meses se passaram e o que
nasceu?
Vivenciei muitas questões durante
este curto e longo período, cada mês me reservou novas experiências e
sentimentos.
Como uma gravides, quando
descoberta para alguns é sinônimo de preocupação, para outros um sonho. Ter um
filho nos tempos passados seria a continuidade de sua história, seria a
confirmação do seu ser, uma desonra quem não era capaz de gerar um descendente.
Quando nasceu era só alegria,
estávamos eufóricos, anestesiados, sentia alegria no ir trabalhar para voltar e
sentir o cheiro de vida renovada. Para o homem tudo é mais fácil, por mais
empenhado que ele seja em acordar pelas madrugadas para socorrer sua cria, que
troque as fraldas, por mais amável que seja, para o pai tudo é menos
complicado. A criança verdadeiramente é dependente da mãe, por mais que ele
levante nas noites sem fim para acudi-lo a mãe não dorme tranquila, fica
ouvindo se o filho aceita o acalentar do pai, o ser mãe dá o sangue pelo filho,
literalmente ao amamentar seus filhos e como é sofrido para ela se seu leite
secar, para o pai tranquilo, dói apenas o bolso, mas compramos o leite.
O homem não entende, não entende
apenas o complexo, não entende também o simples, não entende os sentimentos,
não entende como a mãe espera que ele seja pai, como ele seja marido e como ele
seja homem.
Não entendemos, não entendo.
Sempre acredito que a mulher tem
passaporte livre para loucura, tem sempre o vale do perdão. O homem foi feito
fora do paraíso, quando colocado dentro dele toda aquela perfeição não era
suficiente, lhe faltava algo, então o homem pretensioso questionou o próprio
Deus e Ele em seu grande amor fez sua companheira.
Hoje tenho certeza que o homem
vive sem o paraíso tendo a mulher ao seu lado, mas tenho minhas dúvidas se o
mesmo conseguiria continuar vivendo no paraíso sem sua mulher.
Aprendi que não sou diferente do
original, não é o pulsar do coração que me mantem vivo, mas é ter minha costela
ao lado, ela é maná enviado a mim mesmo quando estou perdido, é meu galardão
antecipado mesmo que imerecido, é nela que vejo os sinais nas mãos e nos pés
que nem mesmo a morte consegue vencer o que é eterno.
Em outubro os 9 serão 12 e sei
que SABEMOS com certeza o que nasceu, sei que foi você que desceu no mais
profundo para buscar a chave que abriu o guarda roupas encantado.
Quero no agora cuidar do que
nasceu, ainda tão frágil tão dependente de nós, mas que com o tempo irá
amadurecer, crescer e mudar. Quero curtir cada vez mais nosso amor, preocupar
apenas com o hoje, quero amar você no agora pois o amanhã com certeza nos
reserva mais amor.
Em meu dicionário o amor são
todos os sinônimos de esposa.
Te amo minha mulher!