sexta-feira, 24 de julho de 2015

Vida 9/12


Nove meses se passaram e o que nasceu?

Vivenciei muitas questões durante este curto e longo período, cada mês me reservou novas experiências e sentimentos.

Como uma gravides, quando descoberta para alguns é sinônimo de preocupação, para outros um sonho. Ter um filho nos tempos passados seria a continuidade de sua história, seria a confirmação do seu ser, uma desonra quem não era capaz de gerar um descendente.

Quando nasceu era só alegria, estávamos eufóricos, anestesiados, sentia alegria no ir trabalhar para voltar e sentir o cheiro de vida renovada. Para o homem tudo é mais fácil, por mais empenhado que ele seja em acordar pelas madrugadas para socorrer sua cria, que troque as fraldas, por mais amável que seja, para o pai tudo é menos complicado. A criança verdadeiramente é dependente da mãe, por mais que ele levante nas noites sem fim para acudi-lo a mãe não dorme tranquila, fica ouvindo se o filho aceita o acalentar do pai, o ser mãe dá o sangue pelo filho, literalmente ao amamentar seus filhos e como é sofrido para ela se seu leite secar, para o pai tranquilo, dói apenas o bolso, mas compramos o leite.

O homem não entende, não entende apenas o complexo, não entende também o simples, não entende os sentimentos, não entende como a mãe espera que ele seja pai, como ele seja marido e como ele seja homem.

Não entendemos, não entendo.

Sempre acredito que a mulher tem passaporte livre para loucura, tem sempre o vale do perdão. O homem foi feito fora do paraíso, quando colocado dentro dele toda aquela perfeição não era suficiente, lhe faltava algo, então o homem pretensioso questionou o próprio Deus e Ele em seu grande amor fez sua companheira.

Hoje tenho certeza que o homem vive sem o paraíso tendo a mulher ao seu lado, mas tenho minhas dúvidas se o mesmo conseguiria continuar vivendo no paraíso sem sua mulher.

Aprendi que não sou diferente do original, não é o pulsar do coração que me mantem vivo, mas é ter minha costela ao lado, ela é maná enviado a mim mesmo quando estou perdido, é meu galardão antecipado mesmo que imerecido, é nela que vejo os sinais nas mãos e nos pés que nem mesmo a morte consegue vencer o que é eterno.

Em outubro os 9 serão 12 e sei que SABEMOS com certeza o que nasceu, sei que foi você que desceu no mais profundo para buscar a chave que abriu o guarda roupas encantado.

Quero no agora cuidar do que nasceu, ainda tão frágil tão dependente de nós, mas que com o tempo irá amadurecer, crescer e mudar. Quero curtir cada vez mais nosso amor, preocupar apenas com o hoje, quero amar você no agora pois o amanhã com certeza nos reserva mais amor.

Em meu dicionário o amor são todos os sinônimos de esposa.

Te amo minha mulher!


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