Enquanto meu rosto era iluminado pela luz proveniente de meu notebook, nem me atinei que caia uma serena e gostosa chuva bem ali do ladinho perto a janela. Foi quando impulsionado pela criança dentro de mim, fui lá para fora, com pés descalços e sem blusa, estando ali me tornei uma esponja sensitiva, me fiz parte de um todo, meus pés era um com o chão áspero e molhado ao qual pisava, não mais conseguia distinguir o que era lágrimas de gotas de chuva, a troca era perfeita, o ar respirado era logo em seguida devolvido.
Ser parte da criação me fez sentir parte de algo bem maior do que eu mesmo, logo em seguida todo aquele frescor, meu coração só sabia recitar agradecimentos que acompanhavam a música dos pingos a cair sobre o chão, a terra, a grama, as arvores, sendo essas arvores como chocalhos e o vento como uma bela flauta doce que sussurrava em meus ouvidos o quanto sou amado por Aquele que se transcende em meio a natureza.
Acerolas vermelhas, apetitosas, frescas, felizes, gratas por terem tido hoje o seu banquete que desceu como maná do céu, tendo sobre seus pés a terra prometida lavada por Aquele que fez dela frutificar vida e promover a continuidade dela. A lua se escondera por causa de tanta beleza, ou talvez fechara seu único olho, assim como fiz com os meus para sentir melhor tudo aquilo que envolta acontecia.
Aspirar fundo enquanto se fecha lentamente os olhos, suspirar lentamente enquanto se abre os mesmo, sentir, viver, ser, obedecer, consentir, ouvir, sentir, ser, viver, obedecer, suspirar fundo enquanto s…

Um comentário:
Que momento divino filho, colorido com tanta poesia.
Senti na riqueza dos detalhes seu envolvimento, e agora, o meu.
Sinto até o cheiro da chuva, suas lágrimas, seu pé no chão, seu coração se abrindo para a verdadeira adoração.
Você conseguiu me levar para aquele momento de poesia, de exaltação, de simplicidade e reconhecimento do autor da nossa fé.
Um lindo texto, belos sentimentos, uma mensagem sincera.
Beijos.
Papai.
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