Sua personalidade foi
potencializada em mim, onde eu estiver a carrego comigo, será uma dádiva ou fado?
Juro que não sei!
Meus olhos verdes já não são mais
meus, mas reflexos dos de Chico Buarque, em tudo a vejo. Em gestos simples,
repetitivos, sou prisioneiro em continua catarse.
Da boca o melífluo mel em fel se
transformara, a morfemas da infelicidade agora significada, na unidade mínima
das formas vis a se desnudar.
Tínhamos um projeto para eternidade, mas o guri
que deixara fui eu e o fundo musical clássico que outrora tocava agora só ecoa
em minha saudade.
Não fui eu a tirar sua inocência,
você a transferiu para mim, ficou em ti só a malicia e como uma mestra a soube
usar e eu a não acreditar me fiz enganar. Abonei a mentira, agora só me pego á
dizer inverdades a meu coração, acho não te esquecia até então.
Sou algoz de mim mesmo, por vezes
acredito que gosto de morrer, de me matar nessa continua agonia que é me atentar.
Ainda quando me pego a devanear e em ti pensar, com sentimentos inebriante me vejo
em ti, mas elucidando-me percebo que nunca deverias estar comigo.
Do vórtice a se afunilar só quero
eu passar e a ti deixar, para não mais amar.

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