terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Miserável homem que sou



  As vezes no silêncio da noite, a madrugada faz silêncio no meu eu, quando percebo que me encontro comigo tenho um choque, pois a realidade é a de não ser nada de tudo aquilo que me vendo e noto o quão miserável e dependente sou do meu Cristo. Sou resiliente em não deixar que Ele seja meu pastor, agindo por mim mesmo sou como um ovelha de rabo torcido que me jogo do precipício.

  Por vezes duvido da minha lã, nisso o motor da minha fé continue girando, girando e girando. Qual será meu espinho na carne? acho que sei grande parte dele! Percebi que o ser humano Paulo estava certo em fim, pois por vezes faço aquilo que não quero e aquilo que quero não o faço. Como será que meu amigo Davi se sentia a cada tropeço?

  Hoje é um daqueles dias que meus olhos deixaram de ser verdes de esperança, estão nublados e nem mesmo consigo ver quem sou e se existe alma em mim. Queria voltar a ser criança em meu coração, amar de forma pura, agir de forma espontânea, ser e não tentar parecer.

  Como é vivo que o que procede de dentro é o que contamina e não aquilo que lhe entra pela boca, passa pelo intestino e se caga. O meu eu Pinóquio, quase Jonas, ainda está em busca de ser um menino de verdade, quem sabe um dia me torne o Peter Pan e esteja apito para viver Terra do Nunca.


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