Foi Portugal conquistado por 30
mil negros, sendo denominada Quilombo dos Palmares.
O líder dessa república quilombina da liberdade quando ainda menino foi laçado feito
bicho, forçado a largar sua natureza teve de aprender português e latim, foi sacramentado e agora convertido ajudava na
celebração da missa.
Negro insolente, ingrato e
insistente, mesmo conhecendo a verdades de deus fugiu para comer o pão que o
diabo amassou, de seus 15 a 20 anos se tornou um guerreiro nato lutando pelas
trevas. Enquanto travava guerras pelos direitos de seu povo, percebeu que a corrupção de
seus lideres iria afetar as conquistas daquele reino negro, então Zumbi silenciara?
Não, destituiu aquele que se entregava aos sacramentos do bom deus trazidos
pelos missionários europeus, encabeçando assim a liderança dos Palmares.
Zumbi foi considerado imortal, ninguém
conseguia o capturar e o derrotar, as forças das trevas fez dele um fantasma inatingível,
mas seu combate terminara, foi apunhalado pelos seus e morto.
Morto em 20 de março de 1695, esquartejado foi exposto em Olinda em praça publica no alto de um poste a
cabeça do imortal Zumbi dos Palmares, para ser colocado como referencia da
derrota dos não humanos negros, para entendimento de todos que ali acabava a luta.
Em fim VITÓRIA!
O erro foi cometido novamente, se
esqueceram que este negro não era apenas mais um, ele tinha características do
nazareno, este negro não negou sua natureza humana, ele sabia que deveria
morrer no tempo certo para a libertação de seu povo e não poderia ser diferente
se não se desse por meio da traição dos que com ele andavam. Seu sacramento foi
via de um deus criado, mas por um Deus conhecido no olho daqueles que piscavam
a cada nova chibatada ele viveu e morreu.
Como guerreiro astuto, assim como
Davi nada o parava, pois o Senhor estava ao seu lado e no balançar dos pés, nos
rabos de arraias e nos mortais conseguiam se achegar mais perto ao nazareno. Aquele
que era obrigado a ajudar a ministrar as missas, enfim colocou ao chão aquilo
que chamavam “Casa de Deus” e declarou em sua morte o que já dito nas antigas
escrituras.
Não mais haverá acepção de
pessoas, não mais iremos dominar sobre outro homem e não mais a correção pelo estralar do chicote, mas pelo vibrar das cordas vocais com palavras de amor.
Sua morte se transformou em vida,
ressuscitou enfim e pulsa forte agora dentro da aorta do nazarenos um sangue
negro, com narinas fartas, de cabelos fortes como o seu povo. O zumzumzum se
estalou até os dias de hoje e o branco se fez negro e Deus sempre o foi.
Relembrados fomos enfim do
nazareno que por nos morreu por não ter sua natureza e amor aceitas pelo povo,
tendo sua morte se transformado em vida, dando aos seus a liberdade de serem
eternos como aquele que os liderou.
PS.: Toda luta de zumbi escrita como apoiada pelas trevas/diabo é na
verdade o contrário, todo insulto aos negros é fruto das falas preconceituosas ditas
na história, que demonstram total falta de humanidade e ignorância. Salve
Zumbi, salve M. L. King, salve Nazareno!

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